Diversidade

A diversidade enriquece a todos nós: culturas, idiomas, sentimentos etc. englobam características próprias e diferenças, em si mesmas, valiosas e únicas. E é a educação que contribui para formar pessoas abertas ao encontro e à integração de uma sociedade plural.

Ilustrações diversidade Ana Penyas

Ilustrações de Ana Penyas cedidas para o 80º aniversário da SM.

 

A beleza da terra se manifesta na sua diversidade, da sutil diferença das pétalas das orquídeas até os milhares de espécies animais que revelam a harmonia e os mistérios inacabados. Quero iniciar pela natureza porque é impossível não se maravilhar diante da resistência secreta dos bosques, do silêncio intenso das geleiras, do lampejo fugaz do beija-flor. E porque o conceito de diversidade na cultura implica um olhar não simétrico. Se consideramos uma pessoa diversa, nós o fazemos com um olhar centralizado em nós mesmos, e não no outro, na sua cosmovisão, na sua história, nas suas circunstâncias. Seu modo de viver nos parece estranho, desconhecemos as razões que movem o seu dia a dia, e esse desconhecimento às vezes motiva suposições negativas. Insistimos em refletir sobre a diversidade porque um mundo que discrimina e desqualifica o que é diferente – etnias, culturas, idiomas, identidades sexuais e, deliberada ou disfarçadamente, a pobreza – nos incomoda.

Aos problemas de uma família pobre, soma-se ainda a quase impossibilidade de modificar sua situação devido a inúmeros obstáculos que se apresentam a ela, devido a uma rede de gestos e situações que contribuem para torná-la invisível ou para estigmatizá-la. Há muros para esconder assentamentos, locais cercados para evitar vizinhanças indesejadas, várias maneiras de ignorar sua existência, de negar seus direitos. Embora a responsabilidade primordial seja dos Estados, também há responsabilidade em cada indivíduo, na família, nas instituições de educação.

Na primeira infância, os encontros com o outro surgem com a naturalidade de quem faz sua estreia no mundo. No entanto, à medida que meninos e meninas crescem, costumam impregnar-se com o que já é frequente nos adultos: a concepção do outro como portador de uma individualidade ameaçadora. Nós, que escrevemos literatura para crianças, costumamos sonhar com leitores capazes de tripular o imaginário de uma história, de contemplar a ramagem das plantas trepadeiras que aproximam o céu e o quintal de casa, de seguir as aventuras de um caracol sobre uma pedra onde o musgo manifesta seus sonhos. Também sonhamos que as pessoas capazes de perceber esses pequenos sinais que a vida dá encontrem seu fundo de sensibilidade luminosa, esse território inicial onde o outro sempre pode ser um amigo.

Por María Cristina Ramos.

MUÉVETE HACIA ABAJO
Fundação SM &

A Fundação SM é movida pela #diversidad

Prêmio Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos “Óscar Arnulfo Romero”

A Fundación SM aposta no seu compromisso com a defesa e a promoção dos direitos humanos por meio da educação. Por isso, junto da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), ela organiza o Prêmio Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos “Óscar Arnulfo Romero”

Com esse prêmio, as duas organizações buscam reconhecer o trabalho de instituições que atuam de forma exemplar na defesa e na promoção dos direitos humanos por meio da educação e da pedagogia, através de programas de erradicação da discriminação de outros grupos culturais, minoritários ou com deficiências; de programas a favor da paz, da liberdade de pensamento e do bem-estar sociocultural; de programas que melhoram o bem-estar sociocultural; de programas de sensibilização e conhecimento dos direitos humanos etc.

A diversidade para a SM

O dicionário define o termo diversidade como “abundância, grande quantidade de várias coisas distintas”. Esse é um valor que queremos potencializar continuamente na SM no nosso horizonte mental. Seguindo nosso Projeto Educacional, a educação é o “motor ao qual todas as pessoas têm direito, promovendo a igualdade e evitando qualquer tipo de discriminação”.

Nesse mesmo documento, podemos ler ainda: “Nossas propostas didáticas oferecem uma dimensão universal integrada a cada cultura local, pois entendemos que o gérmen desse universal em que toda a humanidade pode se encontrar reside no particular e exige que encontremos formas de convivência que harmonizem o particular e o universal. Queremos educar para a capacidade de habitar cordialmente essa humanidade.”

Dois projetos exemplificam esse compromisso: Educação matemática intercultural para todos e todas, do Chile, que busca gerar espaços de difusão e análise de boas práticas dentro do campo da educação matemática intercultural, com base nos conhecimentos e nas técnicas de seus povos originários; e Vida no Ozama, que surgiu para contribuir para a transformação socioeconômica das pessoas que vivem nos arredores do rio Ozama, na República Dominicana.